O que significa linguagem formal e informal?

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A linguagem formal prioriza a norma culta, com vocabulário preciso e estrutura gramatical correta. Já a informal utiliza gírias, abreviações e expressões coloquiais, adaptando-se ao contexto e à relação entre os interlocutores.

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Formal vs. Informal: Desvendando os Dois Lados da Língua Portuguesa

A língua portuguesa, como qualquer outra língua viva, apresenta uma rica variedade de estilos e registros, adaptando-se às diferentes situações comunicativas. Nesse contexto, a distinção entre linguagem formal e informal é fundamental para garantir a clareza e a eficácia da mensagem, além de demonstrar respeito pelo interlocutor e pelo contexto da interação. Mas afinal, o que caracteriza cada uma dessas linguagens? Vamos desvendar essa dupla face da nossa língua.

A linguagem formal, também conhecida como norma culta ou padrão, é a variedade utilizada em situações que exigem maior rigor e precisão. Ela se caracteriza pelo uso consciente e preciso da gramática normativa, evitando desvios e construções consideradas incorretas. O vocabulário empregado é, em geral, mais elaborado e técnico, dispensando gírias, coloquialismos e expressões populares. A estrutura frasal tende a ser mais complexa e organizada, com períodos bem construídos e coerentes.

Observe alguns exemplos de características da linguagem formal:

  • Vocabulário: Emprego de termos precisos e adequados ao contexto, evitando ambiguidades. Exemplo: “O projeto foi arquivado devido à falta de recursos.” (em vez de “O projeto foi deixado de lado“).
  • Gramática: Rigoroso respeito às regras gramaticais, incluindo concordância verbal e nominal, regência verbal e nominal, e colocação pronominal.
  • Estrutura: Construção de frases bem estruturadas e complexas, com uso de conectivos e orações subordinadas para garantir coesão textual.
  • Tom: Formalidade e impessoalidade, evitando expressões de afetividade ou informalidade.

Por outro lado, a linguagem informal é caracterizada pela flexibilidade e pela espontaneidade. Ela se adapta ao contexto e ao relacionamento entre os interlocutores, permitindo o uso de gírias, abreviações, expressões coloquiais e até mesmo desvios da norma culta. A estrutura frasal é geralmente mais simples e direta, privilegiando a clareza e a rapidez na comunicação.

Veja alguns exemplos que ilustram a linguagem informal:

  • Vocabulário: Uso de gírias, expressões populares e coloquialismos. Exemplo: “O projeto foi cancelado por falta de grana.” (em vez de “O projeto foi arquivado devido à falta de recursos”).
  • Gramática: Pode haver desvios da norma culta, como a omissão de pronomes ou o uso de contrações.
  • Estrutura: Frases curtas e diretas, com uso de repetições e frases incompletas.
  • Tom: Informalidade, espontaneidade e expressividade, com maior liberdade de expressão.

A escolha entre a linguagem formal e informal depende do contexto comunicativo. Um relatório acadêmico, por exemplo, exige linguagem formal, enquanto uma conversa entre amigos permite e até mesmo incentiva o uso da linguagem informal. A capacidade de alternar entre esses registros demonstra domínio da língua e habilidade comunicativa, permitindo a adaptação às diversas situações do dia a dia. A chave está em compreender o público-alvo e a finalidade da comunicação para fazer a escolha mais adequada e eficaz.