Quais são as características do emissor?

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O emissor, também conhecido como falante ou locutor, é a peça fundamental que inicia a comunicação. É ele quem elabora e transmite a mensagem, utilizando um código específico para expressar sua intenção. Através da sua fala, escrita ou outro meio, o emissor direciona sua mensagem ao receptor, dando o pontapé inicial no processo comunicativo.

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Desvendando o Emissor: Além da Mensagem, a Personalidade que Fala

A comunicação, processo inerente à vida social humana, se inicia com o emissor, aquele que dá voz (ou escrita, ou imagem, ou qualquer outro código) à mensagem. Mas ir além da simples definição de “quem inicia a comunicação” é fundamental para uma análise profunda e eficaz do ato comunicativo. Afinal, o emissor não é um mero transmissor passivo; suas características pessoais e contextuais moldam profundamente a mensagem e seu impacto no receptor.

Ao analisar o emissor, devemos ir além da identificação superficial. Não basta saber quem é, mas também como ele se apresenta e por que ele se comunica daquela maneira específica. Algumas características cruciais merecem destaque:

1. Conhecimento de Mundo e Experiência de Vida: O background do emissor impacta diretamente sua capacidade de codificar a mensagem. Sua bagagem cultural, social, econômica e educacional filtra a forma como ele interpreta o mundo e, consequentemente, como ele transmite suas ideias. Um professor universitário, por exemplo, utilizará uma linguagem e um nível de complexidade distintos de um artesão ao abordar um mesmo tema.

2. Propósito Comunicativo: A intenção do emissor é um elemento crucial. Ele busca informar, persuadir, divertir, provocar, alertar? Cada objetivo exige uma estratégia comunicativa diferente, influenciando a escolha das palavras, o tom da mensagem e o canal de comunicação utilizado. Uma propaganda comercial, por exemplo, tem como propósito fundamental persuadir o público, enquanto um artigo científico visa informar.

3. Relação com o Receptor: A dinâmica entre emissor e receptor é determinante. O nível de formalidade, o grau de intimidade e o conhecimento prévio que o emissor possui sobre o receptor influenciam o estilo comunicativo. Uma conversa informal entre amigos difere significativamente de uma apresentação formal em um congresso.

4. Contexto Comunicativo: O ambiente em que a comunicação ocorre também configura o emissor. Um discurso político em uma praça pública terá características distintas de uma conversa privada em um ambiente familiar. O contexto molda a escolha do código, o tom da mensagem e a própria seleção do conteúdo a ser transmitido.

5. Credibilidade e Autoridade: A percepção da credibilidade do emissor pelo receptor é fundamental para a eficácia da comunicação. A imagem que o emissor projeta, seu conhecimento sobre o assunto e sua postura contribuem para a confiança depositada na mensagem. Uma autoridade médica, por exemplo, terá maior credibilidade ao abordar um tema de saúde do que uma pessoa sem formação na área.

Em resumo, a análise do emissor transcende a simples identificação do locutor. É preciso investigar sua bagagem pessoal, seu objetivo, a relação com o receptor, o contexto da interação e sua credibilidade para compreender plenamente a mensagem e sua efetividade. Só assim podemos decifrar não apenas o que é dito, mas também quem está dizendo e por que.