Quais são os métodos de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis?

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Previna ISTs com métodos combinados: use camisinha (masculina ou feminina) e faça testes regulares para HIV, sífilis, hepatites B e C. Vacine-se contra HPV e hepatite B. Busque tratamento e profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV, se necessário. A prevenção também inclui o cuidado pré-natal para evitar a transmissão vertical.

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Além da Camisinha: um Guia Completo para Prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) representam um sério problema de saúde pública, com milhões de novos casos registrados anualmente em todo o mundo. Embora a camisinha seja amplamente reconhecida como um método eficaz de prevenção, uma abordagem combinada, que inclui outras estratégias, é crucial para maximizar a proteção e reduzir a disseminação dessas infecções. Afinal, prevenir é sempre melhor que remediar.

A Barreira Protetora: Camisinhas Masculina e Feminina

A camisinha, seja masculina ou feminina, continua sendo a primeira linha de defesa contra as ISTs. Seu uso correto e consistente durante qualquer tipo de relação sexual (vaginal, anal ou oral) cria uma barreira física, impedindo o contato direto com fluidos corporais potencialmente infectados. Vale lembrar que a camisinha feminina oferece maior controle para a mulher e pode ser inserida horas antes da relação sexual.

A Importância do Diagnóstico Precoce: Testes Regulares

A ausência de sintomas não significa ausência de infecção. Muitas ISTs podem ser assintomáticas, o que dificulta sua detecção e facilita a transmissão. Realizar testes regulares para HIV, sífilis, hepatites B e C é fundamental para um diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, interrompendo a cadeia de transmissão. Converse com seu médico sobre a frequência ideal para a realização desses exames, considerando seus fatores de risco.

Vacinação: Uma Arma Poderosa na Prevenção

As vacinas são uma ferramenta poderosa na prevenção de algumas ISTs. A vacina contra o HPV protege contra os tipos de vírus que causam a maioria dos cânceres de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe, além de verrugas genitais. Já a vacina contra a hepatite B protege contra esse tipo de hepatite, que pode ser transmitida sexualmente e causar danos graves ao fígado.

Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e Pré-Exposição (PrEP) ao HIV

Em situações de possível exposição ao HIV, como violência sexual ou acidente com material perfurocortante contaminado, a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas. A PEP consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por 28 dias, reduzindo significativamente o risco de infecção. Já a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é indicada para pessoas com maior risco de contrair HIV e consiste no uso diário de medicamentos antirretrovirais para prevenir a infecção.

Cuidando da Saúde Materna e Infantil: Prevenção da Transmissão Vertical

A prevenção das ISTs também envolve o cuidado pré-natal. A realização de testes e o tratamento adequado durante a gravidez são essenciais para evitar a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê. Algumas ISTs, como sífilis e HIV, podem causar graves complicações para o feto e o recém-nascido.

Além das Medidas Individuais: Diálogo e Conscientização

A prevenção das ISTs vai além das medidas individuais. O diálogo aberto e honesto com o(a) parceiro(a) sobre saúde sexual, histórico de ISTs e a importância da prevenção é crucial. A conscientização sobre as diferentes formas de transmissão e os métodos de prevenção, aliada à busca por informações confiáveis em fontes seguras, contribui para a redução do estigma e o aumento da responsabilidade individual e coletiva na luta contra as ISTs. A informação é a nossa maior aliada na construção de uma vida sexual mais segura e saudável.