O que é comunicação interpessoal bloqueadora?

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Na comunicação interpessoal, mensagens bloqueadoras, segundo Forrest (1986), criam um clima negativo. O receptor sente-se julgado, desvalorizado e pressionado, percebendo desinteresse e desaprovação por parte do emissor.

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Destravando a Comunicação: Como Mensagens Bloqueadoras Afetam Nossos Relacionamentos

A comunicação interpessoal é a espinha dorsal de nossas interações sociais. É através dela que construímos relacionamentos, compartilhamos ideias, expressamos emoções e navegamos pelo mundo. No entanto, nem toda comunicação é criada da mesma forma. Algumas mensagens, mesmo com a melhor das intenções, podem ter um efeito devastador, atuando como verdadeiras “mensagens bloqueadoras”.

Mas o que exatamente são essas mensagens e por que elas são tão prejudiciais?

Baseado no trabalho de Forrest (1986), mensagens bloqueadoras são padrões de comunicação que criam um ambiente negativo na interação. Elas sinalizam julgamento, desvalorização, pressão e desinteresse por parte do emissor, impactando profundamente a percepção do receptor. Imagine a seguinte situação: um amigo compartilha uma dificuldade no trabalho, buscando apoio e compreensão. Em vez de oferecer isso, a resposta é: “Eu te avisei que essa empresa não era boa! Você sempre escolhe errado.” Essa frase, carregada de julgamento e desprezo pela experiência do amigo, age como uma mensagem bloqueadora.

O Impacto Devastador das Mensagens Bloqueadoras

O efeito dessas mensagens vai muito além de uma simples discordância ou mal-entendido. Elas podem erodir a confiança, minar a autoestima e, em última instância, destruir relacionamentos. Quando alguém se sente constantemente julgado ou desvalorizado, a tendência é se retrair, evitando a comunicação aberta e honesta.

As Consequências Práticas:

  • Distanciamento: A pessoa se sente insegura e evita compartilhar seus pensamentos e sentimentos, criando um abismo emocional.
  • Ressentimento: O acúmulo de mensagens negativas gera ressentimento em relação ao emissor, corroendo a relação.
  • Defensividade: A pessoa se sente constantemente atacada, adotando uma postura defensiva e dificultando a resolução de conflitos.
  • Baixa Autoestima: A repetição de mensagens que desvalorizam a pessoa mina sua confiança e autoestima, impactando outras áreas da vida.

Exemplos Comuns de Mensagens Bloqueadoras:

  • Julgamento: “Você está exagerando!”, “Isso é ridículo!”.
  • Crítica: “Você nunca faz nada direito!”, “Seu problema é que você…”.
  • Ordens: “Você tem que fazer isso!”, “Cale a boca e me escute!”.
  • Aconselhamento Não Solicitado: “Se eu fosse você…”, “O que você deveria fazer é…”.
  • Interrogatório: “Por que você fez isso?”, “Onde você estava?”.
  • Mínima da Experiência Alheia: “Ah, isso não é nada!”, “Eu já passei por coisas piores!”.
  • Sarcasmo: Usar ironia para menosprezar ou ridicularizar a outra pessoa.

Como Evitar Ser um Emissor de Mensagens Bloqueadoras:

A boa notícia é que podemos aprender a identificar e evitar essas mensagens destrutivas. Aqui estão algumas dicas:

  • Pratique a Escuta Ativa: Preste atenção genuína ao que a outra pessoa está dizendo, demonstrando interesse e compreensão.
  • Valide os Sentimentos: Reconheça e valide os sentimentos da outra pessoa, mesmo que você não concorde com a perspectiva dela.
  • Ofereça Apoio, Não Soluções: Às vezes, as pessoas precisam apenas de alguém para ouvi-las e apoiá-las, não de conselhos não solicitados.
  • Seja Empático: Coloque-se no lugar da outra pessoa e tente entender a situação do ponto de vista dela.
  • Use “Eu” em vez de “Você”: Em vez de acusar (“Você sempre faz isso!”), expresse seus sentimentos (“Eu me sinto… quando…”).
  • Seja Consciente da Sua Linguagem Corporal: Expressões faciais, tom de voz e postura podem transmitir mensagens bloqueadoras mesmo que suas palavras sejam neutras.
  • Peça Feedback: Pergunte às pessoas próximas como você se comunica com elas e esteja aberto a receber críticas construtivas.

Ao estarmos conscientes do impacto das mensagens bloqueadoras e cultivarmos uma comunicação mais empática e respeitosa, podemos criar relacionamentos mais saudáveis, fortes e significativos. A comunicação eficaz é uma habilidade que se aprende e se aprimora continuamente. Ao investir em nossa comunicação interpessoal, estamos investindo em nosso bem-estar e no bem-estar daqueles que nos cercam. Lembre-se: as palavras têm poder, e cabe a nós escolher usá-las para construir pontes, não muros.