O que é forma nominal de infinitivo pessoal?
O infinitivo, ou nome do verbo, expressa a ação verbal pura e simplesmente (estudar, amar, partir). Sua desinência é -r e atua como substantivo. Existem dois tipos: pessoal e impessoal. A forma impessoal é a mais comum.
A Forma Nominal do Infinitivo Pessoal: Um Olhar Mais Próximo
O infinitivo, frequentemente definido como a “forma nominal do verbo”, representa a ação verbal de maneira pura e abstrata, sem conjugação (ex: amar, correr, pensar). Sua característica principal é a terminação “-r” e sua função sintática, basicamente, substantiva. Contudo, a simplicidade dessa definição esconde uma importante distinção: a existência de infinitivos pessoais e impessoais. Enquanto o infinitivo impessoal é amplamente utilizado e familiar à maioria, o infinitivo pessoal, apesar de menos frequente, apresenta peculiaridades interessantes que merecem atenção.
A principal diferença reside na flexão. O infinitivo impessoal permanece invariável, independente do sujeito da ação. Exemplo: É importante estudar. Neste caso, “estudar” não se flexiona em pessoa e número, pois o sujeito da ação (estudar) não é explicitado.
Já o infinitivo pessoal apresenta flexão em pessoa e número, concordando com o sujeito a que se refere. Essa flexão se dá através das desinências verbais:
- -r: 1ª pessoa do singular (eu) – estudar
- -res: 2ª pessoa do singular (tu) – estudares
- -r: 3ª pessoa do singular (ele/ela/você) – estudar
- -rmos: 1ª pessoa do plural (nós) – estudarmos
- -rdes: 2ª pessoa do plural (vós) – estudardes
- -rem: 3ª pessoa do plural (eles/elas/vocês) – estudarem
Observe que a desinência “-r” se repete para a 1ª e 3ª pessoa do singular, mas a concordância com o sujeito é garantida pelo contexto.
A utilização do infinitivo pessoal ocorre, principalmente, em contextos onde se busca clareza na relação sujeito-verbo, evitando ambiguidades. Ele é frequentemente empregado com pronomes oblíquos ou com sujeitos expressos de forma enfática, tornando o agente da ação verbal mais evidente.
Exemplos:
- “Quero que vocês estudeis para a prova.” (Infinitivo pessoal na 2ª pessoa do plural, concordando com “vocês”)
- “Espero que eles terminem o trabalho a tempo.” (Infinitivo impessoal na 3ª pessoa do plural, a concordância é com “eles”, mas o infinitivo não apresenta marcação de plural)
- “Para nós vencermos, é preciso muito esforço.” (Infinitivo pessoal na 1ª pessoa do plural, explicitando o sujeito “nós”)
Em resumo, o infinitivo pessoal, apesar de sua menor frequência em comparação ao impessoal, desempenha um papel crucial na construção de frases mais precisas e expressivas, principalmente ao precisar clarificar a concordância verbal e o agente da ação. Sua compreensão contribui para uma análise sintática mais completa e refinada do português.
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